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Oração: a linguagem do coração ~ por José Roberto Prado

Nossa sociedade, como todas as outras, tem seu próprio critério para identificar, classificar e retribuir as pessoas. Valorizamos etnia (cor da pele), quantidade de diplomas, posses, poder, influência, performance… Somos, individualmente, o resultado aritmético de nossos sucessos e fracassos.

Há os que mesmo recém nascidos já acumulam ativos ou passivos consideráveis. No Brasil de hoje, por exemplo, o perfil dos que nascem com os maiores passivos é: mulher, negra, pobre, filha de um relacionamento instável, ou seja, sem pai conhecido. Estas, se sobreviverem às condições miseráveis de sanidade básica, na adolescência e juventude terão que lutar muito mais que outras meninas de perfil diferente simplesmente para serem reconhecidas como gente, identificadas e, quiçá, amadas.

Nossas mega cidades estão repletas de gente solitária em meio à multidão. Não faltam cinemas, praças, teatros, clubes, salões de festa… Mas quanta angústia em meio a tanta diversão. Há uma pandemia de tédio em meio a um mundo de entretenimento. Continue lendo

Igreja: lugar de encontro e restauração ~ por José Roberto Prado

Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele. Escolheu doze, designando-os apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar…”. (Marcos 3.13-15)

Uma montanha de tijolos não é uma casa.

Várias partes de frango juntas na bandeja do supermercado não fazem uma galinha!

Assim também, várias pessoas reunidas num auditório, por maior e mais bonito que seja, não fazem uma igreja!

Para que um auditório se transforme em igreja existe um caminho a ser percorrido na trilha dos relacionamentos que vai da superficialidade, – caracterizado pelo “Oi, já te vi por aqui, mas não sei bem quem você é” – para a intimidade – “conheço você e você me conhece”, e da intimidade para a mutualidade – “conheço suas lutas e estou aqui com você pra o que der e vier”.

O alvo de Jesus para sua igreja é que seja uma comunidade caracterizada pelo amor mútuo [mutualidade = “uns aos outros” (Jo 15.12)], unidade (Jo 17.21) e missão (Jo 20.21).

Jesus não focou seu ministério nas multidões, nos eventos, nas grandes concentrações.

Pelo contrário, dedicou a maior parte de seu tempo a um pequeno grupo de discípulos, compartilhando seu coração, sua visão, seu amor, enfim, levando-os à maturidade a fim de que, após sua morte e ressurreição, as multidões tivessem líderes íntegros e compassivos que pudessem seguir. Continue lendo